O turista precisa ter em mente que alguns protocolos de saúde devem ser seguidos à risca quando se viaja para outros países. O Brasil por ser uma país tropical apresenta algumas doenças diferentes de países não tropicais e para que se evite a propagação de doenças e para própria proteção dos turísticas e nativos exige-se que o turista apresenta uma comprovação que está vacinado para determinadas doenças de acordo com os locais que se deseja visitar.
O pedido de determinadas vacinas ao turista é feito porque os governos precisam controlar a chegada e disseminação de doenças em seus respectivos territórios, afinal, em fronteiras terrestres, aéreas e marítimas existe uma incidência maior de pessoas de diferentes partes do mundo, o que facilita o contágio. Além disso, problemas que já foram controlados em uma nação pode não ter proteção adequada em outra.
Não existe uma vacina que seja exigida para todos os países do mundo (da época da elaboração desse e-book ainda não existia protocolos definidos sobre a vacinação contra o Covid-19).
Hepatite A: Ásia e destinos litorâneos onde o saneamento básico é considerado inadequado ou inexistente;
Raiva: Índia;
Febre Tifoide: Ásia, África e destinos litorâneos onde o saneamento básico é considerado inadequado ou inexistente;
Meningite Meningocócica: área do deserto do Saara conhecida como Cinturão da Meningite e Meca na Arábia Saudita;
Poliomielite: Índia e Paquistão;
Pelo fato de o Brasil ser um país tropical, alguns países exigem do turista brasileiro o comprovante de vacinação da Febre Amarela – CIVIP (Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia). O documento é essencial, e o país de destino pode impedir o desembarque de passageiros procedentes de localidades com elevado risco de contaminação por febre amarela, como no caso do Brasil.
Ainda que a vacina contra a febra amarela não seja obrigatória para entrar na Europa (salvo algumas exceções), alguns cuidados com a saúde são sempre bem-vindos na hora de viajar. É muito importante estar com a carteira de imunização atualizada, não só como medida protetiva do país que você vai visitar, mas pela sua própria segurança. Afinal, existem doenças contagiosas em qualquer lugar do mundo
Cada país pode ter uma exigência diferente, porém existe um certo padrão de recomendação.
Norte da Europa: Países como Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega entre outros, é recomendado ter vacina de hepatite B, tétano e difteria, além de encefalite transmitida por carrapatos.
Sul da Europa: Países como Portugal, Itália, Grécia entre outros, é recomendada ter vacina de hepatite A e B, tétano e difteria, febre tifoide, poliomielite, infecções meningocócicas e encefalite transmitida por carrapatos
A vacina Tríplice Viral (para Sarampo, Caxumba e Rubéola) e a vacina antirrábica (transmitida pela mordida de cachorros, ratos e morcegos) são recomendadas para todo o território Europeu.
Procure um posto de saúde da sua cidade ou até mesmo aeroportos internacionais como o de Guarulhos - Cumbica.
É importante respeitar a quantidade de doses e o limite entre uma aplicação e outra para garantir que a vacina faça efeito no organismo.
A vacinação da Febre Amarela deverá ocorrer pelo menos 10 dias antes de viajar. Para vacinação da Febre Tifoide a cada 03 (três) anos e para Hepatite A a vacinação é dividida em 02 (duas) doses com intervalo de 06 (seis) meses entre elas.
Para qualquer tipo de dúvida entrar em contato com a ANVISA, sendo que esse órgão também é responsável pela emissão do Certificado Internacional de Vacinação que deve ser levado junto com o turista como prova de que a vacinação está em dia.
Como já mencionado nesse E-Book, devido a pandemia de COVID-19 a regra de vacinação para turistas deve mudar radicalmente devendo ser um item obrigatório para pessoas transitarem de um país para outro.
NOTA: Na época de elaboração desse E-Book (durante a pandemia e início da vacinação em alguns países) esse tipo de informação ainda não estava claro. Por tanto fique atento a mudanças, a prevenção é sempre o melhor remédio.